Aula
sobre : O nascimento do islamismo!
Ponto chaves:
Entender como esse processo de nascimento aconteceu.
Analisar as crenças e
maneira de como o povo manifestava sua fé.
A Arábia pré-islâmica.
As relações
cotidianas.
A importância do meca.
Maomé e o surgimento do islã.
O islamismo é uma religião
surgida na Península Arábica, no começo do
século VII, por
meio de Muhammad (conhecido
em português como Maomé). Essa crença religiosa atualmente é a segunda
maior do mundo, possuindo cerca de 1,8 bilhão de fiéis, a maioria deles
localizada no continente asiático e africano.
Islã é
o aportuguesamento da palavra em árabe islam. Essa palavra, nesse
idioma, significa submissão e
é derivada de Salam,
que significa paz. O
sentido de paz mencionado não se refere ao conceito de guerra, mas sim a uma
condição de paz entre corpo e espírito.
O fiel adepto ao
islamismo é conhecido como muçulmano ou muçulmana, e esses termos
também têm origem no idioma árabe. Essas palavras são oriundas de muslim, que significa submisso, portanto,
dentro da fé islâmica, muçulmano é aquele que é submisso a Deus, chamado de
Allah.
O islamismo, assim
como o judaísmo e o cristianismo, é uma religião monoteísta, ou seja, os
muçulmanos acreditam na existência de apenas um Deus que, como mencionamos, é
chamado por eles de Allah.
Essas três crenças são as três grandes religiões monoteístas do mundo.
Como foi o surgimento do islamismo Como
foi o surgimento do islamismo
O islamismo surgiu
no começo do século VIII por
meio da obra de Muhammad,
o grande profeta dessa religião.
Muhammad nasceu em 570 d.C., em Meca, e perdeu seus pais ainda na infância, tendo
sido criado pelo seu tio, Abu Taleb. Tornou-se comerciante, realizou inúmeras
viagens ao longo de sua vida e, aos 25 anos, casou-se com uma viúva rica
chamada Khadija.
O pouco que sabemos
sobre Muhammad conta que ele era um homem que se isolava com certa frequência
para orar e meditar. Em 610 d.C., durante um desses retiros, Muhammad foi para
uma caverna, localizada no monte Hira, quando o anjo Gabriel revelou-se
chamando-o de Rasul Allah (enviado de
Deus).
Durante esse acontecimento, o anjo
pediu para que o profeta recitasse um texto, e então Muhammad recitou:
Em nome de Deus, o Clemente, o
Misericordioso.
Lê, em nome do teu Senhor que criou;
Criou o homem de algo que se agarra.
Lê, que o teu Senhor é Generosíssimo,
Que ensinou através do cálamo,
Ensinou
ao homem o que este não sabia.
Esse acontecimento
ficou conhecido como Noite do Destino e
deu início às revelações de Allah para Muhammad. O profeta ficou os dois anos
seguintes sem receber novas revelações, até que elas retornaram por volta de
612 d.C. Essas foram, depois, sendo transcritas pelos convertidos ao islamismo
no que se chamou Alcorão ou Corão, o livro sagrado do
islã.
A partir disso,
Muhammad começou a pregar a mensagem
de Allah por Meca, e os primeiros
convertidos foram sua mulher, seu primo, chamado Ali Talib, e Abu Bakr. No
entanto, as pregações de Muhammad sobre uma religião monoteísta nas ruas de
Meca começaram a incomodar as autoridades da
cidade, porque atacavam os altos
lucros que a cidade obtinha pela peregrinação de fiéis.
Essa peregrinação
está relacionada com a antiga religião praticada na Península Arábica na época:
o paganismo politeísta. Com isso, Muhammad e seus seguidores começaram a ser
perseguidos pelas autoridades locais, e isso fez com que alguns fiéis do islã
fugissem para a região da Etiópia. O próprio Muhammad obteve refúgio em Medina, cidade que
mostrou certa receptividade à mensagem de Allah.
Em 622 d.C., Muhammad
então se mudou para Medina, e esse acontecimento ficou conhecido como Hégira, evento que inaugurou o calendário islâmico.
O estudioso especialista em islã Jacques Jomier fala que na época da Hégira
existiam cerca de 200 adeptos ao islamismo na cidade de Meca.
Em Medina, o
islamismo cresceu, tornou-se uma religião influente e estabeleceu nela um
Estado. Muhammad tornou-se chefe de Medina, e
os novos convertidos naquela cidade começaram a organizar-se e atacar caravanas
de Meca. Um dos grandes feitos dos muçulmanos de Medina foi a vitória na Batalha de Badr,
em 624 d.C.
Os muçulmanos também tiveram
pequenos conflitos com a comunidade judaica presente em
Medina, a qual perdeu forças depois que os muçulmanos desse lugar conseguiram
derrotar seguidos ataques realizados por Meca (parte desses judeus tinha criado
aliança com essa cidade). Em 628 d.C., Medina e Meca assinaram uma trégua, no
entanto, em 630 d.C., Meca foi conquistada pelos muçulmanos depois de um
desacordo que levou ao fim da paz entre as duas cidades.
Depois que Meca foi
conquistada, o culto aos ídolos do
paganismo foi proibido e
o islamismo espalhou-se por toda a Península Arábica. Sua difusão por essa
região foi realizada com sucesso até 632 d.C., ano em que Muhammad faleceu. Os
seguidores do islamismo, posteriormente, foram responsáveis por levar sua
religião para outras partes da Ásia, além de expandirem-na pela África e
Europa.
O islamismo é uma religião monoteísta
que advoga a crença unicamente em Allah. Os muçulmanos acreditam na onipotência e onisciência desse Deus, além de crerem que ele é o criador do Universo. Esses fiéis referem-se constantemente
a Allah como “o Clemente, o Misericordioso”. Essa menção é encontrada em quase
todo Alcorão e consta no trecho do livro sagrado dos muçulmanos que foi
transcrito anteriormente neste texto.
Os muçulmanos acreditam nos profetas
enviados por Allah para trazerem sua mensagem, sendo Muhammad o último e mais
importante deles. Alguns dos profetas em que esses acreditam são: Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus e o próprio Muhammad.
Os muçulmanos acreditam no conceito
de danação eterna e professam que aqueles que não
se converteram à mensagem de Allah serão condenados ao fogo eterno. O julgamento de todos será
conduzido pelo próprio Deus durante o juízo final. Lá, as ações em vida
definirão o destino de cada um.
Esses fiéis acreditam que livros como
a Torá, os Salmos e a Suna (acatada somente pelos muçulmanos
sunitas) são sagrados e acreditam na existência de anjos — a revelação para Muhammad foi
realizada pelo próprio anjo Gabriel. Entre os livros sagrados, o Alcorão é o
mais importante deles, tendo sido escrito entre 610 d.C. e 632 d.C.
Os muçulmanos acreditam que três
cidades são sagradas: Medina, Meca e Jerusalém. Meca possui a Caaba, uma construção
sagrada — a mais importante do islamismo. Medina é o local onde há uma mesquita
que guarda o túmulo de Muhammad, e Jerusalém é o local onde o profeta foi
transportado por um ser mítico, que, depois, levou-o ao sétimo céu para
encontrar o próprio Allah.
A lua crescente e estrela é um dos símbolos do islamismo.
O islamismo surgiu
no começo do século VIII por
meio da obra de Muhammad,
o grande profeta dessa religião.
Muhammad nasceu em 570 d.C., em Meca, e perdeu seus pais ainda na infância,
tendo sido criado pelo seu tio, Abu Taleb. Tornou-se comerciante, realizou
inúmeras viagens ao longo de sua vida e, aos 25 anos, casou-se com uma viúva
rica chamada Khadija.
O pouco que sabemos
sobre Muhammad conta que ele era um homem que se isolava com certa frequência
para orar e meditar. Em 610 d.C., durante um desses retiros, Muhammad foi para
uma caverna, localizada no monte Hira, quando o anjo Gabriel revelou-se
chamando-o de rasul Allah (enviado de
Deus).
Durante esse acontecimento, o anjo
pediu para que o profeta recitasse um texto, e então Muhammad recitou:
Em nome de Deus, o Clemente, o
Misericordioso.
Lê, em nome do teu Senhor que criou;
Criou o homem de algo que se agarra.
Lê, que o teu Senhor é Generosíssimo,
Que ensinou através do cálamo,
Ensinou
ao homem o que este não sabia
Esse acontecimento
ficou conhecido como Noite do Destino e
deu início às revelações de Allah ficou os dois anos seguintes sem receber
novas revelações, até que elas retornaram por volta de 612 d.C. Essas foram,
depois, sendo transcritas pelos convertidos ao islamismo no que se chamou Alcorão ou Corão, o livro sagrado do
islã.
A partir disso,
Muhammad começou a pregar a mensagem
de Allah por Meca, e os primeiros
convertidos foram sua mulher, seu primo, chamado Ali Talib, e Abu Bakr. No
entanto, as pregações de Muhammad sobre uma religião monoteísta nas ruas de
Meca começaram a incomodar as autoridades da
cidade, porque atacavam os altos
lucros que a cidade obtinha pela peregrinação de fiéis.
Essa peregrinação
está relacionada com a antiga religião praticada na Península Arábica na época:
o paganismo politeísta. Com isso, Muhammad e seus seguidores começaram a ser
perseguidos pelas autoridades locais, e isso fez com que alguns fiéis do islã
fugissem para a região da Etiópia. O próprio Muhammad obteve refúgio em Medina, cidade que
mostrou certa receptividade à mensagem de Allah.
Em 622 d.C., Muhammad
então se mudou para Medina, e esse acontecimento ficou conhecido como Hégira, evento que inaugurou o calendário islâmico.
O estudioso especialista em islã Jacques Jomier fala que na época da Hégira
existiam cerca de 200 adeptos ao islamismo na cidade de Meca.|2|
Em Medina, o
islamismo cresceu, tornou-se uma religião influente e estabeleceu nela um
Estado. Muhammad tornou-se chefe de Medina, e
os novos convertidos naquela cidade começaram a organizar-se e atacar caravanas
de Meca. Um dos grandes feitos dos muçulmanos de Medina foi a vitória na Batalha de Badr,
em 624 d.C.
Os muçulmanos também tiveram
pequenos conflitos com a comunidade judaica presente em
Medina, a qual perdeu forças depois que os muçulmanos desse lugar conseguiram
derrotar seguidos ataques realizados por Meca (parte desses judeus tinha criado
aliança com essa cidade). Em 628 d.C., Medina e Meca assinaram uma trégua, no
entanto, em 630 d.C., Meca foi conquistada pelos muçulmanos depois de um
desacordo que levou ao fim da paz entre as duas cidades.
Depois que Meca foi
conquistada, o culto aos ídolos do
paganismo foi proibido e
o islamismo espalhou-se por toda a Península Arábica. Sua difusão por essa
região foi realizada com sucesso até 632 d.C., ano em que Muhammad faleceu. Os
seguidores do islamismo, posteriormente, foram responsáveis por levar sua
religião para outras partes da Ásia, além de expandirem-na pela África e
Europa.
A mesquita localizada em Medina é um dos locais mais sagrados da fé islâmica!
1.
Recitar o credo “não existe nenhum deus
além de Allah, e Muhammad é seu profeta”.
2.
Orar cinco vezes ao dia na direção de
Meca.
3.
Observar o jejum durante o mês sagrado
chamado Ramadã.
4. Realizar o zakat, a doação de 2,5% de
seus lucros para os mais pobres.
5.
Visitar Meca uma vez na vida, desde que
se tenha condições para isso.
Grupos do islamismo
O islamismo, como
muitas religiões, possui diferentes vertentes, as quais
interpretam os textos sagrados e os preceitos da religião de formas diferentes.
Entre os diferentes grupos, os mais conhecidos são os sunitas e os xiitas, que correspondem
quase à totalidade dos muçulmanos atualmente. A origem desses grupos remonta ao
período de surgimento do islamismo, o século VII.
A divisão veio a
acontecer após o falecimento de Muhammad, em 632 d.C. Os sunitas ajudaram a
eleger Abu Bakr,
amigo do profeta e um dos primeiros seguidores do islamismo. Abu Bakr tornou-se
um califa e ajudou a expandir essa religião para fora da Península Arábica.
Os xiitas foram
contrários à eleição de Abu Bakr, preferindo que o sucessor fosse Ali Bin-Abu Talib,
primo do profeta.
Atualmente, os sunitas correspondem
por cerca de 90% dos muçulmanos e são conhecidos por possuir uma interpretação mais flexível do Alcorão e
de outros textos sagrados. Os xiitas,
por sua vez, correspondem a cerca de 10% dos muçulmanos e defendem uma
interpretação literal dos textos sagrados e uma aplicação mais rígida da Sharia (lei islâmica).
Islamismo no Brasil
O islamismo é uma das
religiões de pouca difusão na América
Latina, e isso inclui o Brasil. Segundo o censo realizado pelo IBGE, em 2010,
existem atualmente cerca de 35
mil muçulmanos no país, um número bastante
pequeno em relação à população brasileira, que supera 200 milhões de
habitantes. Uma das cidades brasileiras com maior presença de muçulmanos é São
Paulo.
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